Quem trabalha com construção em Ponta Grossa percebe rápido como o subsolo muda de um bairro para o outro. Na região de Uvaranas, próximo à planície aluvionar do Rio Tibagi, a condutividade é bem diferente daquela encontrada nos terrenos elevados do Centro, sobre os arenitos da Formação Furnas. Enquanto um solo mais argiloso e úmido facilita a passagem de corrente, a rocha sã oferece alta resistência. Por isso, antes de locar um poço ou definir o tipo de estaca, recorremos à resistividade elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical). O método nos permite enxergar camadas e anomalias sem mover uma única pá de terra. Em Ponta Grossa, onde o capeamento superficial pode esconder cavidades ou lentes de silte, esse dado é o que separa uma estimativa confiável de uma surpresa na escavação. Combinamos a SEV com o ensaio CPT quando o projeto exige perfil contínuo de resistência de ponta em terrenos sedimentares.
A resistividade elétrica transforma contraste de umidade e litologia em imagem do subsolo — essencial onde o Arenito Furnas alterna camadas fraturadas e maciças.
Como trabalhamos
Contexto geotécnico local
Acompanhamos uma obra de galpão logístico na PR-151 onde a sondagem mecânica apontava solo residual competente a 8 metros. O construtor optou por sapatas diretas. Durante a escavação, encontraram um bolsão de argila orgânica saturada que não havia sido detectado, atrasando a fundação em três meses. A resistividade teria mostrado a queda de resistência típica de material mole e úmido naquele horizonte, permitindo ajustar o projeto para estacas antes da mobilização. Em Ponta Grossa, ignorar a geofísica rasa pode custar a estabilidade do empreendimento. O risco aumenta em encostas com acúmulo de colúvio sobre rocha, onde a sonda a percussão pode mascarar a profundidade real do impenetrável. A SEV cobre essa lacuna de informação de forma contínua, reduzindo a incerteza geotécnica e prevenindo recalques diferenciais que comprometem pisos industriais e estruturas de grande porte.
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 15935:2011 - Investigações ambientais — Aplicação de métodos geofísicos, ABNT NBR 7117:2012 - Medição de resistividade e potencial de eletrodo do solo, ABNT NBR 6122:2019 - Projeto e execução de fundações
Serviços técnicos vinculados
Sondagem Elétrica Vertical (SEV)
Investigação 1D da variação da resistividade com a profundidade. Ideal para definir a espessura do capeamento, a profundidade do topo rochoso e a presença de aquíferos fraturados no Arenito Furnas. Relatório com modelo de camadas invertido e seção geoelétrica interpretada.
Caminhamento Elétrico (CE)
Arranjo multieletrodo para mapeamento lateral de anomalias. Muito usado em Ponta Grossa para detectar zonas de falha preenchidas com material condutivo, delimitar plumas de contaminação em postos de combustível e orientar a locação de poços de monitoramento.
Imageamento Elétrico 2D (Tomografia)
Combinação de perfilagem e profundidade, gerando uma seção de resistividade contínua. Excelente para visualizar mergulho de camadas, heterogeneidades no solo de alteração e subsidência em áreas de antigas cavas de arenito na região de Ponta Grossa.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual o custo de um ensaio de resistividade elétrica em Ponta Grossa?
O valor parte de $100.000, mas o custo final depende da profundidade de investigação, do número de SEVs ou da metragem linear no caso de caminhamento elétrico. Cada campanha é cotada conforme a complexidade do acesso e o tempo de aquisição em campo.
A SEV funciona bem sobre o arenito comum em Ponta Grossa?
Sim, e é uma das melhores aplicações do método. O Arenito Furnas, quando são, apresenta alta resistividade, mas zonas fraturadas com água ou preenchimento argiloso mostram contraste elétrico nítido. A SEV mapeia com precisão o contato entre solo residual, rocha alterada e rocha sã.
Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico para um projeto de fundação?
A SEV investiga a variação da resistividade em profundidade num ponto fixo — ideal para saber a espessura das camadas. Já o caminhamento elétrico desloca os eletrodos lateralmente, mostrando mudanças horizontais. Para fundações, geralmente começamos com SEVs de reconhecimento e, se há suspeita de variação lateral forte, complementamos com caminhamento.
