Ponta Grossa cresceu sobre os arenitos da Formação Furnas, e isso molda cada projeto geotécnico na cidade até hoje. O planalto dos Campos Gerais, onde a cidade se assenta a cerca de 975 metros de altitude, apresenta um subsolo que alterna camadas resistentes com fraturas e descontinuidades que controlam o fluxo de água subterrânea. Empreendimentos industriais no Distrito Industrial, novos loteamentos no bairro de Uvaranas ou obras viárias próximas à Escarpa Devoniana exigem uma caracterização hidrogeológica precisa. Por isso o ensaio de permeabilidade in situ se tornou etapa obrigatória em qualquer investigação séria. Nossa equipe executa os procedimentos Lefranc e Lugeon seguindo rigorosamente as diretrizes da ABNT NBR, com equipamento calibrado e leituras estabilizadas em campo, sem extrapolações de gabinete que mascaram a realidade do aquífero fraturado típico de Ponta Grossa.
A leitura direta da condutividade hidráulica no próprio furo de sondagem elimina as incertezas dos modelos indiretos. Quando o projeto envolve rebaixamento de lençol ou análise de percolação em maciço rochoso, complementamos a campanha com sondagens SPT para correlacionar a permeabilidade com o perfil estratigráfico real encontrado na perfuração.
A condutividade hidráulica medida in situ nos arenitos fraturados de Ponta Grossa frequentemente difere em mais de uma ordem de grandeza dos valores estimados apenas com granulometria de laboratório.
Como trabalhamos
Contexto geotécnico local
Ponta Grossa, com seus mais de 355 mil habitantes e posição estratégica como entroncamento logístico do Paraná, concentra obras industriais e de infraestrutura sobre um pacote rochoso que não perdoa simplificações. O principal risco geotécnico na cidade não é o colapso do solo, mas a percolação descontrolada através de fraturas preenchidas por material siltoso que se desagrega sob gradiente hidráulico elevado. Já acompanhamos situações em que a omissão do ensaio de permeabilidade resultou em rebaixamentos ineficientes, erosão interna em taludes de corte e até instabilidade de muro de contenção durante o período chuvoso. O ensaio Lugeon, executado em trechos estanques com leituras a cada patamar de pressão, revela exatamente o comportamento do maciço sob carga hidráulica, permitindo prever o fenômeno de hidrofratura ou a lavagem de preenchimentos. Em zonas próximas ao Parque Estadual de Vila Velha, onde os arenitos exibem feições de dissolução, a investigação pontual de permeabilidade é tão crítica quanto o próprio dimensionamento estrutural.
Vídeo explicativo
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 16207: Sondagem de reconhecimento para fins geotécnicos — Procedimento, ABNT NBR ISO/IEC 17025: Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, ISRM Suggested Method for Lugeon Test (Rock Characterization, Testing and Monitoring)
Serviços técnicos vinculados
Ensaio Lefranc em solo e rocha alterada
Determinação do coeficiente de permeabilidade in situ em furos de sondagem, com carga constante ou variável conforme a condutividade esperada. Ideal para análise de fluxo em solos residuais e saprolitos dos Campos Gerais.
Ensaio Lugeon em maciço rochoso
Injeção de água sob pressão em trechos isolados por obturador pneumático, com registro de vazão em cinco patamares de pressão. Essencial para avaliar a necessidade de tratamento de impermeabilização em fundações de barragens e túneis.
Interpretação hidrogeológica e relatório executivo
Correlação dos resultados com o perfil geológico-geotécnico do local, cálculo da condutividade hidráulica equivalente e recomendação de parâmetros para projeto de rebaixamento, drenagem ou injeções de calda de cimento.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc mede a permeabilidade em solo, saprolito ou rocha muito alterada, normalmente abaixo do nível d'água, usando carga constante ou variável. O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado e aplica injeção de água sob pressão em trechos estanques, permitindo avaliar a absorção e o risco de hidrofratura. Em Ponta Grossa, usamos Lefranc nos horizontes de alteração dos arenitos e Lugeon quando a sondagem atinge rocha sã com fraturas abertas.
Qual o custo de um ensaio de permeabilidade in situ em Ponta Grossa?
O valor de referência para o ensaio de permeabilidade in situ parte de R$ 100.000 por ponto investigado, considerando mobilização de equipamento, execução em campo e relatório técnico. O custo final depende da profundidade do trecho a ensaiar, do número de ensaios na mesma campanha e da logística de acesso ao furo.
O ensaio pode ser feito no mesmo furo da sondagem SPT?
Sim, desde que o furo esteja limpo e estável. Aproveitamos a perfuração da sondagem para instalar o obturador e isolar o trecho de interesse, o que reduz o custo da campanha. A sequência ideal é executar o SPT primeiro para definir a estratigrafia e depois posicionar os ensaios de permeabilidade nos horizontes críticos identificados.
Quanto tempo leva para executar e entregar os resultados?
A execução de um ensaio Lefranc leva de 1 a 2 horas por trecho, enquanto o Lugeon consome de 2 a 3 horas devido aos patamares de pressão. O relatório com os valores de condutividade hidráulica, curvas de absorção e recomendações é entregue em até 5 dias úteis após o término da campanha de campo.
