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Ensaio CBR para Projeto Viário em Ponta Grossa: O que a geologia local exige

Ponta Grossa está a 975 metros de altitude. Isso significa variação térmica intensa e solos com comportamento sazonal bem marcado. Em projetos viários, ignorar essa condição leva a trincas prematuras e recalques diferenciais. O ensaio CBR (California Bearing Ratio) é o parâmetro que determina a resistência do subleito e orienta a espessura do pavimento. Nos Campos Gerais, o predomínio de siltes e argilas do Grupo Itararé exige atenção redobrada na compactação. Nossa equipe executa o ensaio na energia Proctor especificada em projeto. Acompanhamos a expansão e a penetração conforme a DNER-ME 049/94. Muitas vezes complementamos a investigação com uma sondagem SPT para verificar a consistência das camadas mais profundas antes de definir o greide final.

Em Ponta Grossa, o ensaio CBR precisa considerar a expansão do solo silto-argiloso após imersão, um fator que muitos projetos padronizados subestimam.

Como trabalhamos

A norma DNER-ME 049/94 rege o procedimento do ensaio CBR no Brasil. Em Ponta Grossa, sua aplicação ganha relevância pela presença de solos colapsíveis e materiais de alteração do arenito Furnas. Esses solos mudam de volume com a umidade. Por isso o ensaio inclui a medição da expansão após imersão por 96 horas. O resultado de CBR é expresso em porcentagem. Valores abaixo de 6% indicam subleito ruim. Já um CBR acima de 20% permite reduzir camadas granulares no pavimento. O processo começa na extração de amostras indeformadas. Depois moldamos corpos de prova na umidade ótima. Compactamos em três camadas com o soquete Proctor. A prensa aplica carga com pistão padronizado. A relação entre pressão e penetração gera a curva CBR. Em alguns casos, a granulometria do solo local indica necessidade de mistura de brita para melhorar o suporte.
Ensaio CBR para Projeto Viário em Ponta Grossa: O que a geologia local exige

Contexto geotécnico local

O crescimento de Ponta Grossa a partir do entroncamento ferroviário gerou loteamentos em áreas de baixada. Muitas vias foram abertas sobre antigos banhados aterrados. O solo orgânico e os siltes moles dessas regiões apresentam CBR inferior a 3% no estado natural. Isso exige substituição de material ou estabilização com cal. Outro ponto crítico é a drenagem. A cidade tem chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Um subleito com baixo CBR e drenagem deficiente satura rapidamente. A capacidade de suporte cai pela metade. A consequência é o afundamento de trilha de roda e panelas. Nosso laboratório realiza o ensaio CBR em amostras coletadas a cada 200 metros lineares ou por mudança de horizonte geológico. Assim o dimensionamento do pavimento reflete a heterogeneidade real do terreno.

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Vídeo explicativo

Normas técnicas vigentes

DNER-ME 049/94, ABNT NBR 9895:2016, DNIT 172/2016 - ME

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio de Compactação Proctor

Determina a umidade ótima e o peso específico aparente seco máximo do solo local, base para moldagem dos corpos de prova do CBR.

02

Classificação MCT

Metodologia voltada a solos tropicais. Em Ponta Grossa, ajuda a prever o comportamento laterítico de materiais do Grupo Itararé sob tráfego.

03

Controle de Compactação in situ

Verificamos o grau de compactação alcançado na obra com o ensaio de densidade in situ, garantindo que o subleito atenda ao CBR de projeto.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94
Diâmetro do molde152,4 mm (6 polegadas)
Soquete Proctor4,5 kg com altura de queda de 457 mm
Período de imersão96 horas (4 dias)
Penetração de referência2,54 mm e 5,08 mm
Sobrecarga durante ensaio4,5 kg (correspondente a pavimento de 10 cm)
Velocidade de penetração1,27 mm/min

Perguntas comuns

Qual o valor de CBR mínimo exigido para subleito em Ponta Grossa?

O DNIT estabelece CBR mínimo de 2% para subleito de reforço e 6% para subleito regular. Em Ponta Grossa, muitos solos argilosos atingem entre 4% e 8% na energia Proctor normal. Abaixo disso, recomendamos estabilização.

O ensaio CBR é obrigatório para ruas de loteamento?

Sim. A prefeitura de Ponta Grossa exige laudo de CBR para aprovação de projetos de pavimentação de novos loteamentos. O relatório deve ser emitido por laboratório com registro no CREA-PR.

Qual o custo de um ensaio CBR para projeto viário?

O preço parte de $100.000 por ponto de coleta. O valor final depende da quantidade de furos e da distância até o laboratório. Enviamos orçamento detalhado após visita ao local.

Em quanto tempo sai o resultado do CBR?

O prazo total é de 10 dias úteis. Quatro dias são dedicados à imersão obrigatória do corpo de prova. O restante envolve compactação, rompimento na prensa e elaboração do relatório técnico.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Ponta Grossa e arredores.

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