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Sondagem a Trado (Calicata) em Ponta Grossa: Perfis Rasos e Logging Direto

A 975 metros de altitude sobre o Segundo Planalto Paranaense, Ponta Grossa assenta-se sobre um pacote espesso de solos residuais da Formação Furnas, onde o arenito se desagrega em perfis silto-arenosos heterogêneos. A sondagem a trado permite acessar os primeiros 5 a 8 metros desse perfil de forma limpa e imediata, colhendo amostras indeformadas do horizonte superficial que o SPT muitas vezes perturba. Em 2024, o crescimento do setor logístico na região dos bairros Cará-Cará e Uvaranas intensificou a demanda por campanhas de reconhecimento rápidas. O trado resolve bem essa necessidade: equipamento leve, acesso a terrenos com declividade moderada e resultado visual entregue em horas. A equipe técnica executa o furo, registra a transição entre o solo coluvionar e o saprolito, coleta material para ensaios de granulometria e limites de Atterberg, e libera o laudo preliminar no mesmo dia. É uma ferramenta de decisão — saber se o substrato competente está a 2 ou a 6 metros muda completamente o custo da fundação. Ponta Grossa tem vocação industrial, e a rapidez da sondagem a trado dialoga bem com cronogramas apertados de galpões e centros de distribuição.

O trado revela em horas o que a geologia dos Campos Gerais esconde sob a camada de silte coluvionar: a profundidade exata do impenetrável ao concreto.

Como trabalhamos

A diferença geotécnica entre o bairro Olarias, sobre cotas mais baixas com acúmulo de argila orgânica nas várzeas do Arroio da Ronda, e o bairro Jardim Carvalho, sobre o arenito aflorante da Formação Furnas, ilustra por que o logging direto do trado é insubstituível na fase de concepção. Em Olarias, o trado manual atravessa 1,5 metro de silte argiloso escuro com matéria orgânica antes de cravar no residual de arenito; em Jardim Carvalho, o impenetrável aparece a 60 centímetros. Essa variabilidade lateral, típica dos Campos Gerais, exige uma densidade maior de pontos de investigação. A sondagem a trado cobre essa necessidade com custo operacional baixo e zero fluido de perfuração. Cada furo gera um perfil estratigráfico com descrição tátil-visual, registro fotográfico e coleta de amostras em sacos herméticos. O procedimento segue a ABNT NBR 9603:2015 para abertura de poços e a NBR 6484:2020 para descrição de amostras. O resultado alimenta diretamente o modelo geológico-geotécnico preliminar, orientando a locação dos furos de SPT e dos ensaios complementares.
Sondagem a Trado (Calicata) em Ponta Grossa: Perfis Rasos e Logging Direto

Contexto geotécnico local

O erro mais comum que vemos em Ponta Grossa é a construtora assumir que o solo residual de arenito da Formação Furnas é homogêneo e competente em toda a gleba, e suprimir a campanha de trados para economizar três dias de cronograma. A consequência aparece na escavação da sapata: um bolsão de silte micáceo saturado que não foi detectado porque o furo de SPT caiu justamente sobre a lente de arenito são. O trado, por ser rápido e barato, permite adensar a malha de pontos sem estourar o orçamento. Com dez furos bem distribuídos, você mapeia a variabilidade lateral da transição solo-saprolito e identifica zonas com acúmulo de matéria orgânica nas antigas linhas de drenagem. Substituir esse reconhecimento superficial por uma única linha de SPT é subestimar a complexidade dos solos residuais dos Campos Gerais. A NBR 6122:2019 exige investigação complementar em terrenos com suspeita de variabilidade lateral; o trado cumpre essa exigência com eficiência, gerando evidência física — amostras que podem ser fotografadas, descritas e ensaiadas — e não apenas valores de NSPT.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 9603:2015 — Sondagem a trado — Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio (descrição de amostras), ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 6502:2022 — Rochas e solos — Terminologia

Serviços técnicos vinculados

01

Trado manual e mecânico

Perfuração com trado helicoidal ou concha até o impenetrável, com descrição contínua do perfil, coleta de amostras deformadas e medição do NA. Ideal para glebas de 2.000 a 50.000 m² nos bairros de expansão logística.

02

Poço de inspeção até 4 metros

Abertura de poço com seção 1,0 x 1,2 m para inspeção visual direta do perfil, coleta de blocos indeformados e ensaio de permeabilidade in situ em cota de fundação. Aplicável onde o trado encontra matacão ou linha de seixos.

03

Integração com SPT e laboratório

Os pontos de trado orientam a locação dos furos de SPT. As amostras coletadas seguem para granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor, compondo o pacote de dados para projeto de fundações rasas.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Profundidade típica de investigaçãoAté 5 m (manual) / 8 a 12 m (mecânico)
Diâmetro do furo (trado manual)100 a 150 mm (4" a 6")
Diâmetro do furo (trado mecânico)200 a 400 mm
AmostragemDeformada (saco) e indeformada (bloco talhado da parede do poço)
Registro de furoPerfil tátil-visual conforme NBR 6484:2020
Nível d'águaMedido ao final da perfuração e após 24 h
Norma de execuçãoABNT NBR 9603:2015
Aplicação típica em Ponta GrossaReconhecimento de solo residual de arenito, coleta para CBR e expansão

Perguntas comuns

Qual o custo médio de uma campanha de sondagem a trado em Ponta Grossa?

O valor de referência parte de R$ 100.000 para uma campanha básica com 8 a 10 furos de trado manual até 5 metros de profundidade, incluindo mobilização de equipe, perfuração, descrição tátil-visual, registro fotográfico e laudo técnico com perfil individual de cada furo. Campanhas maiores, com trado mecânico ou integração com poços de inspeção, exigem orçamento específico conforme a área e a densidade de pontos.

Até que profundidade o trado manual consegue perfurar no solo de Ponta Grossa?

No solo residual de arenito da Formação Furnas, o trado manual tipo concha atinge entre 3 e 5 metros na maioria dos bairros. Em zonas de topo como o Jardim Carvalho, o impenetrável aparece antes, entre 0,6 e 2,0 metros. O trado mecânico com hastes de 1 metro pode estender a investigação até 8 ou 12 metros, dependendo da compacidade do saprolito e da presença de blocos de arenito silicificado.

A sondagem a trado substitui o SPT no projeto de fundações?

Não. A sondagem a trado é uma ferramenta de reconhecimento preliminar e complementar. Ela fornece o perfil tátil-visual, a posição do nível d'água e amostras para caracterização, mas não mede o NSPT — índice de resistência à penetração exigido pela NBR 6122:2019 para dimensionamento de fundações. O trado orienta onde posicionar os furos de SPT e reduz o risco de surpresas geotécnicas, mas o SPT continua sendo obrigatório para o projeto estrutural.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Ponta Grossa e arredores.

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